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Como é viver com uma ferida?

11/09/2019 - 06:49 hs - Feridas
Tratamento de feridas

Mesmo que cuidadores, familiares e outras pessoas próximas tentem entender o que é viver com uma ferida crônica - e passar pelo tratamento -, só o paciente realmente entende o significado dessa experiência (como já destacou Hayes, 1997).

Como forma de estar mais próximo desse paciente, todo conhecimento é válido. Aqui, apresentamos alguns conteúdos a respeito de classificação de feridas, pensando principalmente nos pacientes que estão em serviço de atenção domiciliar e que possuem, mais comumente, lesões por pressão, pé diabético e úlceras vasculares.

Classificação de Feridas 

Ferida é qualquer ruptura da pele ou da mucosa de causas diversas - sejam externas, como um procedimento cirúrgico ou um acidente, sejam internas, como fatores genéticos ou doença.

O primeiro passo no atendimento ao paciente portador de feridas cutâneas é a identificação da causa e origem da ferida, assim como grau de contaminação e extensão da lesão. Com essas informações em mãos, um plano de ação pode ser elaborado com o objetivo de realizar o tratamento e verificar seus possíveis desfechos.

Como podemos classificar as feridas:

Espessura 

  • Ferida Superficial: atinge apenas a epiderme e a derme; 

  • Ferida Profunda Superficial: atinge da epiderme até o tecido subcutâneo; 

  • Ferida Profunda total: atinge epiderme, tecido subcutâneo, músculo, podendo expor tendões, cartilagens, ossos etc.

Etiologia 

  • Acidental ou traumática: quando ocorre de maneira imprevista, por exemplo, devido a objetos cortantes;

  • Intencional ou cirúrgica: de finalidade terapêutica; 

  • Patológica: secundárias a partir de uma doença de base;

  • Latrogênicas: resultantes de um evento adverso (ou seja, de uma situação inesperada); 

  • Fatores externos: por exemplo, lesão por pressão.

Evolução 

  • Agudas: traumáticas ou intencionais, quando há ruptura da vascularização e desencadeamento imediato do processo de hemostasia; 

  • Crônicas: de longa duração (mais de semanas) ou frequentes; ocorrem quando há um desvio na sequência normal do processo de cicatrização.

       As feridas agudas e crônicas podem ter origens semelhantes.

Presença de infecção 

  • Feridas limpas ou assépticas: por exemplo, incisão cirúrgica;

  • Limpas contaminadas: ocorre em tecidos de baixa colonização; sem contaminação prévia; lesões com tempo inferior a seis horas entre o trauma e o atendimento inicial;

  • Contaminadas: feridas acidentais, recentemente abertas, colonizadas por flora bacteriana considerável; feridas cirúrgicas cuja técnica asséptica é desobedecida ou feridas traumáticas cujo tempo de atendimento inicial é superior a seis horas;

  • Infectadas: colonizadas e quando há contaminação grosseira por detritos, bactérias, vírus ou fungos. Apresenta evidência de processo infeccioso, como tecido desvitalizado, exsudação purulenta e odor característico.

Comprometimento tecidual: 

  • Estágio I: pele íntegra, com sinais de hiperemia, descoloração ou endurecimento;

  • Estágio II: perda parcial de tecido envolvendo a epiderme ou derme, ulceração superficial com presença de bolhas ou crateras rasas; 

  • Estágio III: perda total de tecido com necrose de subcutâneo até a fáscia muscular; 

  • Estágio IV: grande destruição tecidual, necrose, atingindo músculos, tendões e nervos.

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