Pular para o conteúdo principal

Dicas simples para facilitar a vida de quem convive com a nutrição enteral.

08/07/2021 - 10:08 hs - Nutrição
oferta_nutricao_enteral_banner

A regularização e ingestão de nutrientes é fundamental para os pacientes em recuperação. Porém, em alguns casos, algumas pessoas podem apresentar dificuldades em realizar a alimentação via oral, sendo preciso então, outras formas para alcançar a demanda nutricional necessária para o corpo, como a nutrição enteral.

A nutrição enteral (NE) é a administração da alimentação líquida via sonda posicionada no intestino ou estômago, geralmente gerais para os pacientes que estão em algum tipo de tratamento ou que não consegue se alimentar normalmente pela boca. 

A principal função da nutrição enteral é manter ou recuperar a saúde nutricional do paciente em tratamento. Dessa forma, a dieta contém todos os nutrientes da alimentação convencional, com carboidratos, vitaminas, proteínas, gorduras, minerais e água.

A falta de nutrientes no organismo é mais comum do que se imagina. Dados da Sociedade Brasileira de Nutrição Parental e Enteral estimam que cerca de 60% dos pacientes recém-chegados ao hospital apresentam quadros de desnutrição dentro das primeiras 48 horas de internação. 

Por isso, a nutrição enteral se faz extremamente necessária para uma alimentação líquida completa, segura e personalizada conforme necessidade de cada paciente, sendo aplicada de forma individual sob prescrição médica e acompanhamento nutricional. A partir disso, ela pode ser oferecida em hospitais ou domicílio, desde que, para o bem do paciente, conforme indicações e normas de segurança sejam seguidas.

Para ajudar na administração nutricional a domicílio, o VitalAire, um e-book sobre os cuidados básicos e essenciais no Home Care. Acesse gratuitamente aqui

Os tipos de nutrição enteral

A dieta enteral possui os mesmos nutrientes que a dieta sólida, mas na enteral, é feita pela individualidade de cada paciente. Dessa forma, existem alguns tipos de dieta de nutrição enteral, que são viabilizadas de diferentes formas.

As dietas usadas na nutrição enteral, que são administradas no hospital ou em casa, são chamadas de fórmulas. Elas podem ser fórmulas mistas ou adquiridas em comércio especializado (fórmulas industrializadas). Os tipos de dieta enteral são chamadas de normocalórica e / ou normoproteica, hipercalórica, hiperproteica, a base de fibras e pediátrica

No caso da nutrição enteral, é preciso avaliar a absorção de nutrientes, intolerâncias e outras funções do corpo, lembrando que, no caso dos adultos, pode haver a necessidade da utilização de mais de uma das opções para administrar os nutrientes necessários.

Como administrar a dieta enteral?

Existem três formas de se administrar a dieta enteral, sendo elas, na maioria das vezes, feita pela sonda. A sonda é um tubo fino e flexível que conduz a alimentação e é direcionada ao estômago ou intestino do paciente em tratamento pelas seguintes vias de acesso:

Nasoenteral: Nesse formato, a sonda é introduzida pelo nariz e posicionada no estômago, chamada de sonda gástrica. Há também a possibilidade de posicioná-la no intestino delgado, chamada de sonda nasoentérica.

Gastrostomia: Nesse caso, a sonda é inserida no abdômen que direciona a alimentação ao estômago. Nesse formato, é preciso fazer uma pequena cirurgia para acoplar a sonda. 

Jejunostomia: a sonda é acoplada cirurgicamente no abdômen e direcionada ao intestino.

Todas essas escolhas e período da administração da dieta enteral é de responsabilidade e orientação médica, sendo importante seguir todas as instruções indicadas no tratamento.

Quando devo procurar a equipe de saúde responsável pelo tratamento?

Ao notar os seguintes casos abaixo, é preciso procurar ajuda da equipe responsável pelo tratamento do paciente em nutrição enteral domiciliar. 

  • Diarréia frequente ou por mais de um dia
  • Constipação por mais de três dias
  • Náuseas e vômitos frequentes e persistentes
  • Dores como abdominais ou na infusão da dieta
  • Febre acima de 37,5ºC
  • Deslocamento, obstrução, vazamento ou qualquer atividade anormal da sonda
  • Sangramentos no local da infusão da sonda ou em qualquer outro local
  • Rosto ou pernas inchadas
  • Ferida ou irritação na pele por causa da sonda. 

Além disso, é necessário que o paciente frequente as consultas com o médico responsável, conforme alinhamento prévio e necessidade. Aproveite esse momento para solucionar dúvidas e comunicar qualquer problema ou irregularidade que esteja enfrentando durante o tratamento. 

7 dicas práticas para administrar a dieta enteral

Como qualquer tratamento, os cuidados são fundamentais para que a dieta enteral seja administrada com eficiência e sem nenhum risco de contaminação. Por isso, algumas dicas podem ajudar quem convive com a nutrição enteral. 

Higiene em primeiro lugar

Para que a administração da dieta seja segura, é importante que antes do início da tarefa, a pessoa responsável lave muito bem as mãos e antebraços, utilize roupas bem higienizadas, corte unhas, prenda o cabelo e que separe os equipamentos apenas para esse fim, evitando assim, contaminação por outros utensílios.

Administre a sonda de forma correta

Independente se o paciente recebe a alimentação via sonda gastrostomia ou jejunostomia os cuidados no local devem ser diários e feitos conforme recomendação médica. Caso o próprio paciente não consiga, por debilitação ou qualquer outro motivo, o cuidador ou tutor, deve ficar responsável pelo cuidado. 

Importante: a verificação da sonda é essencial para evitar ou tratar problemas de vazamentos e infecções, por isso, conferir diariamente se faz necessário para evitar qualquer tipo de problema. 

Evite a proliferação de doenças

Por ser uma tarefa invasiva, já que é a administração da nutrição enteral de um paciente, é importante que o responsável por essa atividade não esteja com sintomas gripais, de resfriado ou qualquer outra doença infectocontagiosa que possa contaminar os utensílios e o processo nutricional. 

Sendo assim, a qualquer pequeno sintoma, evite o contato com o paciente, com os materiais e repasse a função a outra pessoa mais apta naquele momento. 

Siga sempre as orientações médicas e, caso necessário, busque ajuda. 

Em todo processo de nutrição enteral, desde indicação, administração e finalização do tratamento, é preciso seguir as orientações indicadas pelo médico responsável. Caso haja dúvidas ou outros problemas como entupimento da sonda ou escape, deve-se buscar ajuda médica para que haja a alteração ou ajuste no equipamento, de forma correta e segura. 

Mantenha a posição correta do paciente durante a administração da dieta enteral.

Durante o fornecimento da dieta, é importante verificar e manter a posição ideal do paciente. 

Paciente acamado: Em uma administração intermitente ou em bolus (seringa), eleve a cabeceira da cama de 30 a 45 graus e deixe essa posição durante a infusão da dieta. Mantenha o paciente nesta posição de 20 a 30 minutos.

Se a administração for contínua, mantenha a cabeceira da cama elevada durante todo o tempo em um ângulo de 30 a 45 graus. 

Paciente não acamado: Para pacientes que não precisam estar deitados, o ideal é a posição sentada, formando um ângulo de 45º no mínimo, em relação à cama. Manter essa posição durante todo o recebimento da dieta e 30 minutos após sua finalização. 

Atenção: O ajuste da posição dos pacientes durante a administração da dieta enteral é importante para que não ocorra engasgos com a dieta.

Atente-se ao prazo de validade e a forma de armazenamento

Na dieta industrializada, cada fórmula possui sua data de validade e maneiras de armazenamento diferentes, por isso, é importante sempre se atentar ao prazo de validade e seguir conforme orientação da embalagem, tanto antes de aberto, quanto depois. 

As embalagens costumam trazer sempre as orientações necessárias para cada fórmula, por isso, preste atenção na validade, forma de armazenação, refrigeração e siga as orientações médicas e a indicação na embalagem do produto. Na dúvida, busque ajuda profissional do médico responsável.

Utilize os melhores equipamentos para a dieta enteral.

Um bom e tecnológico equipamento facilita muito a vida de quem convive com a dieta enteral, por isso, escolher os melhores equipamentos, é fundamental para um dia a dia mais confortável e um tratamento mais eficaz.O VitalAire em parceria com o fabricante Cardinal Health possui uma solução, a Bomba de Infusão Kangaroo ePump, que, através de uma programação, faz a administração automática da alimentação, garantindo maior segurança e controle na terapia nutricional dos pacientes. 

Se interessou pela bomba de infusão e deseja saber mais sobre essa solução? Então, entre em contato pela nossa central de atendimento (0800 773 0322) ou clique aqui para direcionar para o WhatsApp.

 

Referências Bibliográficas

1. https://intranet.hc.unicamp.br/manuais/manual_paciente_enteral.pdf

2. Dreyer E, Brito S, Santos MR, Giordano L.. Nutrição enteral domiciliar: manual do usuário. Como preparar e administrar a dieta por sonda. Universidade Estadual de Campinas. 2011;2:33.

3. Menegassi B, Santana LS, Coelho JC, Martins AO, Pinto JPAN, Navarro AM. Características físico-químicas e qualidade nutricional de dietas enterais não industrializadas. Alim. Nutr. Araraquara. 2007; 18(2):127-132.

4. Felício A, Pinto R, Pinto A, Silva D. Segurança alimentar e nutricional de pacientes hospitalizados em tratamento com nutrição enteral no Vale do Jequitinhonha, Brasil. Nutr. Hosp 2012; 27: 2122-2129.

5. Borghi R, Araújo TD, Vieira R, Souza T, Waitzberg D. Estudo teórico da composição nutricional e custos de dieta enteral artesanal no Brasil: Instituto da Força-Tarefa de Nutrição Clínica do ILSI. Rev. Bras. Nutr. Clin. 2013; 28 (2): 71-75.

6. Araújo E, Menezes H. Formulações com alimentos convencionais para nutrição enteral ou oral. Ciênc. Tecnol. Aliment. 2006; 26 (3): 533-538.

7. Propriedades da dieta enteral: composição e custo-benefício. 1º Ciclo de debates da Força Tarefa de Nutrição Clínica; 23 de agosto de 2013; São Paulo (SP); Instituto Internacional de Ciências da Vida Brasil; 2013

Tags: Oxigenoterapia Blog