Pular para o conteúdo principal

Entenda a importância da umidificação para a traqueostomia e ventilação artificial

30/01/2020 - 06:11 hs - Ventilação Mecânica
traqueostomia, umidificação, ventilação, ventilação mecânica

Para o paciente que passou por uma traqueostomia, as funções de aquecer e umidificar as vias aéreas superiores (VAS) são ignoradas, já que o ar inspirado não passa por essas vias. Assim, a perda de calor e umidade das vias aéreas superiores é três vezes maior. O clearance mucociliar (um mecanismo de depuração das vias áereas superiores) fica comprometido, a troca gasosa, restrita, e há maior probabilidade de crescimento de bactérias.

Normalmente, a respiração durante a ventilação artificial tem menos umidade do que uma respiração normal. Consequentemente, a superfície da mucosa resseca e começa a apresentar edemas. Numa situação assim, é importante cuidar da umidificação das vias aéreas superiores.

As VAS são as responsáveis por umidificar, aquecer e filtrar o ar que respiramos, para que o intercâmbio dos gases ocorra normalmente. Essas vias são formadas por: nariz, laringe e faringe e quando funcionam corretamente, o ar ambiente (21º e umidade relativa de 50%) é aquecido a 34º e a umidade relativa aumenta para 80% a 90% ao passar através do nariz.

Existem dois métodos de umidificação: a ativa e a passiva. Na ativa, o aquecimento e a umidificação do ar são realizados por um aparelho externo que funciona de acordo com o princípio da vaporização. Já no segundo tipo, a passiva, o processo de aquecer e umidificar o ar ocorre passivamente pela conservação do calor e umidade do gás expirado.

E na ventilação invasiva, qual a indicação de umidificação?

A umidificação durante CPAP e Bilevel tem o objetivo de aumentar o conforto da ventilação, evitando os seguintes sintomas:

  • Ressecamento, sangramento e congestão nasal
  • Ressecamento na garganta
  • Irritação e coceira.