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Nutrição Enteral para o tratamento de distúrbios alimentares

27/08/2021 - 12:30 hs - Nutrição

A anorexia nervosa e bulimia são distúrbios alimentares que fazem com que a pessoa se enxergue de forma distorcida, em que o emagrecimento se torna uma obsessão levando a restrições alimentares graves para o controle de peso. Com medo de engordar, o doente faz o possível para tentar manter o peso muito abaixo do normal, por meio de jejum, vômitos forçados, uso de laxantes, diuréticos e/ou da prática excessiva de exercícios físicos. 

O distúrbio alimentar acomete principalmente mulheres jovens, embora há evidências de que a doença está aumentando também em homens. 

Causa e Sintomas de distúrbios alimentares

Há diversos fatores que favorecem o aparecimento do distúrbio alimentar, como predisposição genética, padrões estéticos impostos pela mídia e sociedade atual, pressão familiar e grupo social e a existência de alterações neuroquímicas cerebrais, especialmente nas concentrações de serotonina e noradrenalina.

Um dos sintomas mais chamativos de distúrbios alimentares é a perda excessiva de peso em um período curto de tempo e sem nenhuma causa aparente, acompanhada de dismorfia, visão distorcida da imagem corporal. Esse sinal é um dos grandes indicativos do início do distúrbio. 

A recusa de se alimentar não é pelo fato de não haver apetite, mas sim do medo de engordar. Esse comportamento pode ser facilmente despercebido por familiares e amigos, principalmente pela negação do portador em reconhecer esse problema. Nesses casos, é importante reconhecer e encontrar a melhor maneira de mostrar apoio para o tratamento mais eficaz.

Os sintomas da doença podem não estar somente no âmbito alimentar, mas também em aspectos como a pele e as mucosas, que podem apresentar ressecamento, assim como os cabelos, que por estarem desnutridos, afinam e se tornam quebradiços. Além disso, pela má distribuição de líquidos corporais, pode haver inchaços nas pernas e barrigas com episódios de constipação intestinal. 

Sintomas comportamentais da Anorexia Nervosa e Bulimia

Além dos sintomas físicos, podem haver sinais comportamentais para reconhecer o distúrbio. Um dos principais entre eles é a recusa em participar de momentos alimentares durante o dia a dia, como almoços ou jantares entre família. 

Exames e diagnósticos para diagnóstico de distúrbios alimentares

O diagnóstico da Anorexia Nervosa e bulimia é clínico em conjunto com exames físicos e pode ser principalmente definido pelo relato do paciente e dos familiares. Nos exames físicos podem aparecer desnutrição, desidratação, assim como anemia. Outro exame importante a se realizar nessa descoberta é a avaliação do índice de massa corporal (IMC). Esse índice é obtido através do peso e altura do indivíduo, sendo calculado por meio da divisão do peso da pessoa em quilogramas pelo quadrado da sua altura em metros. Existem faixas de valores previamente estabelecidos para determinação do peso adequado para cada paciente. Os pacientes com anorexia nervosa geralmente apresentam valores de IMC inferiores a 15% do limite inferior de normalidade de peso.

Reabilitação Nutricional em pacientes com distúrbios alimentares

O paciente com diagnóstico de distúrbio alimentar terá que passar por tratamentos multidisciplinares, como tratamento nutricional. Essa avaliação começa pela avaliação do IMC atual e percentagem de perda de peso, bem como estabelecimento de metas regulares para o ganho de peso para atingir um IMC e peso saudável. Para isso, a nutricionista responsável pelo tratamento irá determinar uma dieta com calorias e nutrientes suficientes para o paciente restabelecer o hábito alimentar saudável. 

Quando não há evolução expressiva da ingestão alimentar, dos vômitos e do uso de laxantes e diuréticos, com continuidade na perda do peso corporal e agravo do quadro clínico, a internação integral é aconselhada, com emprego de nutrição enteral, na forma de suplementação por via oral ou por sonda nasoenteral conduzida por bomba de infusão durante a noite. Esse tipo de tratamento tem como objetivo, garantir que a dieta por via oral tenha uma melhor aceitação pelo paciente. Caso essa combinação não proporcione os resultados esperados e satisfatórios, a nutrição parenteral passa a ser considerada, com objetivo de corrigir distúrbios hidroeletrolíticos, hipoalbuminemia, desidratação e outras complicações metabólicas decorrentes de quadros de desnutrição graves e ainda o alto risco de infecção.

O aporte nutricional de cada dieta deve ser prescrita pelo nutricionista responsável e sua progressão deve ser lenta e cuidadosa, para prevenir o episódio da síndrome de realimentação, que tem relação com a passagem da condição de catabolismo para o de anabolismo, em que o consumo aumentado, especialmente dos íons de grande concentração intracelular (K, Ca, P e Mg), induz a uma redução nas suas concentrações séricas, podendo até levar à morte.

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Tags: Nutrição