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Mulheres e Homens - Diferentes na hora do sono

Diferenças de Sono entre homens e mulheres
As diferenças fisiológicas e outros aspectos influenciam diretamente no sono de homens e mulheres

Um estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, aponta que problemas do sono afetam homens e mulheres de maneira totalmente diferente. O levantamento foi publicado em maio de 2017 no site da Academia Americana do Sono.

Marcos Veiga, coordenador de segmento - Apneia do Sono, do VitalAire, confirma que algumas disparidades entre os gêneros são conhecidas por quem trabalha na área já há bastante tempo. “Sabe-se que as diferenças fisiológicas entre homens e mulheres somadas aos aspectos ambientais, sociais e culturais influenciam diretamente na forma com que cada sexo se comporta perante a patologias relacionadas ao sono.”

Foram 744 pacientes submetidos à recente pesquisa que evidenciou que as mulheres apresentam sintomas mais graves de insônia e bastante sonolência diurna. Uma consequência direta disto é uma maior dificuldade de concentração e memorização.

Para Marcos, o contexto atual das mulheres é o que justifica, afinal elas ainda acumulam mais tarefas do que os homens, algo que gera cansaço e estresse. Além disso, segundo ele, o fator hormonal é bastante relevante nessas análises. “Comprovou-se que durante o ciclo menstrual há alteração na produção de serotonina (hormônio do prazer), o que provoca irritabilidade e ansiedade, ambos diretamente relacionados à qualidade do sono”.

Em compensação, os homens roncam, em geral, mais alto. “O pescoço dos homens costuma ser maior e com mais densidade muscular do que o das mulheres. Quanto mais denso, menor espaço para passar o ar e maior a possibilidade das estruturas colaborem, impedindo a passagem do ar”, explica Marcos. Menos ar, mais esforço cardiorrespiratório para respirar, mais vibrações nas vias aéreas superiores. Esse, aliás, é um sinal clássico de apneia, que precisa ser levada a sério.

O especialista aconselha que, independente do gênero, qualquer distúrbio do sono persistente deve ser avaliado por um médico. Marcos lembra que os resultados de estudos, como esse da Austrália, embora nunca muito definitivos, “visto a variabilidade genética e dificuldade em encontrar padrões iguais para comparações a longo prazo”, mostram a importância de os médicos reconhecerem diferenças para um tratamento mais eficiente para cada público. “Entender cada paciente de forma mais individualizada é importantíssimo sempre.”

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