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Dormir menos para produzir mais é uma perigosa ilusão

Dormir menos não ajuda a produzir mais no trabalho

Entenda como a privação do sono pode comprometer sua produtividade

O dia poderia ter mais de 24 horas, mas, como não tem, a solução para quase todo mundo é dormir um pouquinho menos para tentar dar conta de tudo. Segundo especialistas  isso é uma grande cilada. Dormir menos, ao contrário do que pensamos, pode trazer muitos malefícios tanto para nossa saúde quanto para a produtividade.

As responsabilidades da vida e a obrigação de cumprir inúmeros papéis ao longo do dia nos consomem e o que começa com apenas alguns minutos a menos de sono eventualmente vai virando rotina - é a chamada privação de sono. “Uma condição em que o indivíduo dorme menos do que necessita”, explica Marcos Veiga, coordenador de segmento - Apneia do Sono, da VitalAire.

Pouco tempo a menos já é muito quando falamos neste assunto: “Estudos mostram que períodos de apenas sessenta minutos de privação de sono ao longo de uma semana já são suficientes para causar alterações fisiológicas e psíquicas”. Quando frequentes, estas situações podem levar a doenças graves como depressão, ansiedade, obesidade e até hipertensão.

Além dos aspectos físicos, existe um comprometimento intelectual bastante relevante por conta do cansaço provocado pela diminuição de tempo de sono. “A letargia toma conta e atividades simples tornam-se complexas. O cérebro não tem mais energia para processar todas as informações e o tempo de resposta é severamente comprometido”, continua Marcos. O resultado: baixa capacidade de tomada de decisão, falta de atenção, amnésia e baixa produtividade.  

Se isto ainda não for bastante, vale lembrar que no Brasil, entre 2010 e 2014 houve um aumento de 30% nas mortes relacionadas ao sono, ou seja, quase 1700 pessoas. No país cerca de 50 mil pessoas morrem todos os anos no trânsito por terem dormido ao volante e não é difícil encontrar relatos de familiares e amigos que já passaram por isso. Acredite: doze horas consecutivas de sono privado (ou seja, você iria dormir, mas não dormiu e ficou 12 horas acordado) equivalem ao consumo de oito latinhas de cerveja! Se forem dezenove horas de privação, o efeito é como o de três taças de vinho (considerando um homem de 90 quilos). Seria o caso de dizer literalmente: “bêbado de sono”.

Privação do sono prejudica até as atividades mais simples

Dormir até acordar!

Um ponto interessante é que muita gente nem percebe que está diminuindo o sagrado tempo na cama. Entretanto, é fácil provar que essa é quase uma unanimidade: “Você dorme com o seu celular ligado e próximo a você? Já é um sinal de que o tempo que você destina ao sono está sendo dividido com as novas tecnologias”, alerta Marcos, que já aconselha o fim desse hábito.

Outro termômetro do sono é o próprio relógio. Anotar a hora em que você foi dormir e a hora em que você acordou por alguns dias trará uma média de horas dormidas por noite. Para o nosso especialista não existe regra, mas sim uma média:

  • Recém-nascidos - precisam de 16 horas de sono por dia
  • Crianças até os 4, 5 anos (chamada idade pré-escolar) - precisam de 12 horas
  • Crianças maiores de 5 anos (idade escolar) e adolescentes - 9 horas
  • Adultos - 8 horas   

É fundamental que fique claro: cada indivíduo precisa de uma quantidade de sono específica. Segundo Marcos, há os chamados “dormidores curtos”, que dormem menos de seis horas e sentem-se bem e os “dormidores longos”, que dormem mais de nove horas e sentem-se bem. Para ele, o que não pode é roubar o sono diariamente e achar que não há prejuízos. “O que vale é a premissa de dormir até acordar. Independentemente dos aspectos individuais, é preciso respeitar o descanso pedido pelo corpo e pela mente para dormir o tempo que for necessário”.  

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